Eram notas musicais tão frescas e tão doces,
singelas tristes e rápidas e feitas especialmente
para mim. Tinham «dó» pela minha tristeza vertebrada,
tinham «lá» de uma distância infinita separando-me
de mim. E «ré» de um barco em mar revolto navegando
contra as minhas marés interiores. E «Mi» coração
palpitando junto ao cais onde chegaste com as gaivotas,
quando «sol» raiava no céu azul com nuvens de algodão
que os teus olhos brilhantes chamavam de «Fá»...
E o mar de «si» para mim dizia espuma com voz de areia
pálida e construía em cada grão espalhado pela praia
uma melodia dramática que as ondas não podem jamais
apagar como fazem com as pégadas que tristemente
separo dos sonhos para a pura realidade descolorida
onde a memória toca tudo menos o hino da alegria.
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angel_wings
12/04/03
domingo, setembro 26, 2010
A melodia da memória
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